Quer aprender com quem já
passou pelo que você está passando?

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Iara Valeska

Servidora Pública
41 anos
Brasília – DF

Em 2012, quando estava estudando para concurso, sentia minhas pernas cansadas, tomava um banho quente e melhorava. Eu achava que era por sedentarismo. Na semana da trombose, senti dor nas nádegas, no dia 06/01/2012, quando levantei da mesa, senti a perna esquerda muito pesada. Fui ao hospital e constatou-se uma trombose extensa, do calcanhar até a barriga (ilíaca). E adivinha qual foi a primeira pergunta do médico: Você toma ANTICONCEPCIONAL? A resposta óbvia: SIM! Tomo há 10 anos! E o pior, eu amava tomar aquele veneno! Foi feito o tratamento “tradicional”, anticoagulante e meias elásticas. Passei 3 anos assim. E ao contrário de muitas pessoas, eu sentia cada vez mais dores insuportáveis, e isso foi piorando, chegando ao ponto de não conseguir fazer tarefas simples.

Eu sabia que tinha algo muito errado comigo, procurei diversos médicos, e todos falavam que eram sequelas e que eu tinha que conviver com aquelas dores paralisantes. Passaram-se 5 anos… Um dia, sentindo muita dor e chorando, resolvi entrar na internet, e só sair quando achasse alguma resposta! Achei entrevistas do Dr. Francisco Osse (@osse.francisco). Escrevi para ele relatando meu sofrimento. Ele me orientou a buscar um ENDOVASCULAR. Eu não nunca tinha ouvido falar nessa especialidade, jamais fui orientada para tal, e olha que fui em diversos médicos. Percebi a carência de profissionais capacitados e acolhedores, só encontrava área mais voltada para estética: tratar “vasinhos”…

Achei um médico aqui em Brasília, ele me passou um exame que eu nunca tinha feito, foi aí que descobri a SÍNDROME DE COCKETT. Bingo! Sabia que tinha algo errado.

Fiz o primeiro procedimento, as dores pioraram, e 3 meses depois advinha: Uma nova trombose…. Meu mundo caiu. Me culpava. Fiquei novamente perdida, o médico mandou eu procurar um hematologista e praticamente me “largou”… a depressão me pegou de jeito. No início de 2018, no meu processo de “luto”, fuçando, acabei encontrando a Thalita Mara no Instagram. Comecei a conversar e ela tinha passado exatamente o que eu passava. Eu nunca tinha encontrado ninguém com esse histórico, daí o caminho ser muito solitário. Assim surgia uma grande e forte amizade. Ela me orientou, me acalmou, e indicou o Dr Francisco Osse, não podia ser coincidência! Levei 9 meses para sair do luto, e fui à SP atrás do Dr. Francisco Osse, e a consulta foi maravilhosa, fui super acolhida!!! E ele tirou o peso da culpa das minhas costas. E descobri o motivo da última trombose, o stent havia sido posicionado erroneamente. Me submeti a mais 2 cirurgias, sendo que a última conseguimos desobstruir o stent mal posicionado. Pela demora do diagnóstico, e por carência de profissionais capacitados, eu fiquei com muitas sequelas que me fazem sentir dor todos os dias, infelizmente.

Mas, graças ao Instagram da @thalitamarasantos encontrei uma amiga que me entende, que passa informações úteis; e um médico acolhedor e muito competente. Graças a eles tenho mais qualidade de vida. Após 9 anos, ainda não sei dizer o que a trombose significou na minha vida, mudou tudo literalmente (vestuário, empatia, autoestima, solidão…). Ainda sinto uma tristeza enorme dentro de mim. E para finalizar, tenho um sonho – como perdi todas as válvulas da perna: Sonho que seja possível a realização do Transplante de Válvulas no mundo, enquanto isso, vamos seguindo…