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Sabia que a COVID-19 pode causar trombose?

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Sabia que a COVID-19 pode causar trombose?

COVID-19 e Trombose: Uma Conexão Preocupante

A pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, trouxe à tona uma série de preocupações para a comunidade médica e científica. Além dos sintomas respiratórios que a doença apresenta, como tosse seca, dificuldade respiratória e pneumonia, novas evidências mostraram uma ligação entre a COVID-19 e a trombose, um problema vascular sério. Neste artigo, exploramos a conexão entre o vírus e a trombose, bem como as medidas preventivas e tratamentos disponíveis.

O que é Trombose?

A trombose é a formação de coágulos sanguíneos nos vasos sanguíneos, que podem bloquear ou restringir o fluxo sanguíneo. Esses coágulos podem se formar nas veias (trombose venosa) ou nas artérias (trombose arterial) e são uma preocupação significativa de saúde, pois podem levar a complicações graves, como embolia pulmonar, infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

A Conexão entre COVID-19 e Trombose

Pacientes com COVID-19, especialmente aqueles com casos moderados a graves, apresentaram uma alta incidência de eventos trombóticos. Isso inclui tromboses venosas em membros inferiores, bem como tromboses arteriais em diferentes órgãos, como o cérebro, as artérias coronárias e os membros.

Os pesquisadores identificaram que o SARS-CoV-2 causa inflamação nos revestimentos dos vasos sanguíneos, um processo conhecido como endotelite. Essa inflamação vascular pode levar à aglutinação de células sanguíneas no interior dos vasos, formando coágulos. Esses coágulos podem bloquear o fluxo sanguíneo, resultando em sérias complicações de saúde.

Sintomas e Riscos

Os pacientes com COVID-19 que desenvolvem trombose podem apresentar uma variedade de sintomas, incluindo:

  • Dor intensa e inchaço nas pernas, características da trombose venosa profunda.
  • Dor no peito ou falta de ar, possíveis sintomas de embolia pulmonar.
  • Sintomas de AVC, como dificuldade de fala, fraqueza em um lado do corpo e confusão, se houver trombose cerebral.
  • Dor no peito ou sintomas de ataque cardíaco, que podem resultar de trombose nas artérias coronárias.

Além disso, a COVID-19 pode contribuir para a coagulação intravascular disseminada, um distúrbio de coagulação do sangue que pode ser fatal.

Prevenção e Tratamento

Para reduzir o risco de trombose em pacientes com COVID-19, os médicos podem considerar o uso de anticoagulantes, como a heparina, para prevenir a formação de coágulos sanguíneos. A heparina tem sido usada em casos moderados ou graves para evitar complicações tromboembólicas associadas à doença.

Além disso, os cuidados com a saúde vascular e a consulta a profissionais de saúde, como angiologistas e cirurgiões vasculares, são fundamentais. Em casos de trombose ou risco aumentado, os profissionais de saúde podem ajustar a dosagem de anticoagulantes, realizar exames de ultrassom doppler para avaliar a circulação nas pernas e no abdômen e monitorar a situação do paciente.

Conclusão

A conexão entre a COVID-19 e a trombose é um aspecto preocupante da pandemia. Compreender os riscos, os sintomas e os tratamentos é fundamental para proteger a saúde vascular dos pacientes. Além disso, medidas preventivas, como o uso de anticoagulantes e a consulta a profissionais de saúde, desempenham um papel crucial na prevenção de complicações trombóticas.

Portanto, é essencial que, ao enfrentar a COVID-19, as pessoas estejam cientes desses riscos e tomem medidas para preservar sua saúde vascular. A conscientização é a chave para enfrentar esse desafio de saúde global.

Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV-BA).

Esperamos que este artigo forneça informações valiosas sobre a relação entre a COVID-19 e a trombose e ajude a promover a conscientização sobre essa questão de saúde crítica. Certifique-se de compartilhar esse conhecimento com outras pessoas para que todos possam estar informados e seguros.

Também é muito importante participar da Jornada Vida & Trombose.

Um beijo e muita saúde pra nós.

Thalita Mara

2 respostas

  1. Fala sobre a vacina astrazeneca. Em alguns países da Europa ela não é recomendada para jovens adultos abaixo de 30 anos. E alguns municípios brasileiros estão optando por não vacinar mulheres com este imunizante, caso tenha outra vacina disponível na unidade. O que acha disso tudo? Você tomaria a astrazenica?

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